A importância de dizermos NÃO aos nossos filhos


Justamente hoje, que é o último dia do mês de Setembro, mês este em que refletimos especialmente sobre o suicídio, cá estou eu para falar um pouco sobre a importância de dizermos NÃO aos nossos filhos…
Você pode estar pensando que não existe relação entre este tema e o Setembro Amarelo, mas posso apostar com você que sim, existe!
Cada vez mais vemos adolescentes tentando tirar e tirando a própria vida por motivos fúteis. É verdade sim que nenhum motivo é realmente justificável para o suicídio, porém ele é ainda mais incompreensível quando motivado por problemas típicos da adolescência, como levar um fora, ser excluído de um grupo, não ser correspondido, não conseguir atingir uma meta e etc.
Os problemas que eu listei e os que ficaram pela sua imaginação na verdade são problemas da vida adulta, aos quais começamos a ser expostos na adolescência. Na infância é possível controlar a vida dos filhos de modo que não se frustrem, MAS É EXATAMENTE AÍ QUE MORA O PERIGO. Afinal é treinando que se aprende, e nós pais devemos ensinar inclusive aos filhos sobre como lidar com as frustrações.
Lógico que não é necessário fazer movimentos especiais com o intuito de frustrar os pequenos. Perceba que o movimento acontece ao contrário, quando os pais tentam privá-los a qualquer custo de viverem pequenas perdas, nãos e esperas. Isto ocorre quando ao invés de permitir que os filhos sofram o luto de um animalzinho de estimação, os pais lhes correm comprar outro, muitas vezes igual, para que os pequenos sequer percebam a morte. Ocorre também quando os pais não permitem que as crianças esperem uma data especial (como aniversário, natal, dia das crianças) para dar um presente. E entre muitos outros exemplos, também acontece quando os pais, por possuírem condições financeiras proporcionam e dão aos filhos TUDO o que existe de melhor no mercado, tirando deles a capacidade de querer, desejar, esperar e conquistar algo.
Por isso gaste a sua energia amando, acompanhando, estando perto, acolhendo as pequenas dores dos seus filhos e nenhuma energia elaborando estratégias mirabolantes para reorganizar a realidade com a intenção de não deixá-los sofrerem. O sofrimento, assim como perdas e longas esperas, fazem parte da vida, e é fazendo isto que nossos filhos terão a resiliência necessária para sobreviver a/ e crescer com ele.
Autora Talita Felipe parceira da AMPLIAR
Psicóloga escolar e infantil, Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental CRP 8 n°16669
Endereço: Centro Integra - Rua Souza Naves 3094 - Cascavel - PR.
Telefone: (45) 9912-6401


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