LIDANDO COM CRÍTICAS
Todos
nós crescemos em ambientes diferentes. Isto quer dizer, que as pessoas lidam
com as situações do dia-a-dia de acordo com o que aprenderam e a experiencia
que adquiriram durante os anos. No entanto, mesmo com todas as diferenças no
estilo de vida de cada um, algo que vem chamando minha atenção, é a
dificuldade comum, que grande parcela da população sente em
lidar com as críticas alheias, mesmo quando estas não são verdadeiras ou
realmente significativas. O que fazer então?
Primeiramente,
é importante lembrar que sempre existirão dois críticos: o mundo
externo, ou seja, todas as pessoas do seu convívio social, do trabalho e da
rede familiar, e também, o crítico interno, ou melhor, você
mesmo. Quando passamos a participar de diferentes círculos e compromissos
sociais, e, passamos a ter maiores responsabilidades nesse meio, certamente
estaremos mais suscetíveis a críticas.
Porém,
mesmo nos papéis mais simples que você executa, as críticas parecem estar lá,
olhando minuciosamente todos os seus passos (ou acrescentando alguns):
"Deve ser uma mãe mais presente" "Seja menos rigoroso"
" Faça do meu jeito que vai ser melhor" " Eu avisei que não ia
dar certo" "Você não consegue fazer isso sozinho?" Estas são as
críticas do mundo externo. Mas, a nossa mente, acaba internalizando
muitos desses valores, fazendo com que a pessoa alvo acabe agarrando tudo que é
dito para si, acreditando ser realmente incapaz, ou seja, seu crítico
interno acaba aprendendo a manter uma
auto-imagem negativa. Como mudar isso?
Ora,
fazendo seu crítico interno trabalhar!
Antes de se colocar para baixo, questione-se: O que dizem é verdade? Eles sabem o que estou fazendo? Conhecem minhas intenções? Conhecem minha história de vida? São melhores ou mais capazes do que eu? O que dizem é para ajudar?
Antes de se colocar para baixo, questione-se: O que dizem é verdade? Eles sabem o que estou fazendo? Conhecem minhas intenções? Conhecem minha história de vida? São melhores ou mais capazes do que eu? O que dizem é para ajudar?
Começar
com pequenos e sutis questionamentos é uma maneira de quebrar crenças
enrijecidas e limitantes. Criticar é algo natural e que todos fazemos, mas você
tem a capacidade de escolher como trabalhará com isso. Sim, também entendo que
muitas pessoas são aversivas, pois a crítica vem acompanhada de prazer, o
prazer de ver o outro errar ou simplesmente fazer diferente do tradicional,
seja na criação dos filhos, no preparo da comida, no modo de dirigir, de falar
ou de trabalhar.
Outra
dica para enfrentar esta situação, embora difícil de praticar, é voltar um
olhar acolhedor a quem critica: Por que ele(a) disse isso para mim? Será que
está feliz onde está? Há algo que posso fazer para ajudar? Pois muitas pessoas
ao criticarem, estão apenas buscando consolo para sua própria infelicidade.
Direcionar esse olhar acolhedor, permite identificar alguém que talvez mais do
que lhe criticando, esteja lhe dando uma dica de que a vida dela também não vai
bem: "Viu só, você errou como eu".
Apesar
disto, é importante ressaltar que também existem críticas boas e construtivas,
que fazem crescer e melhorar aspectos que não podemos enxergar sozinhos. A
estas devemos estar atentos. Como eu sei que uma crítica é boa? Quando a
crítica vem acompanhada da sugestão para mudança/melhora. Vale lembrar, que a
crítica boa também não soará bem aos ouvidos, afinal, quem gosta de estar
errado?
Por
hoje é isto! Uma excelente semana e muito sucesso no seu dia-a-dia!
Autora: Gabriela F. Esma Lopes
Psicóloga CRP nº08/26196
Parceira da Ampliar
Artigo de responsabilidade da autora.

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