PSICOPEDAGOGIA EM AÇÃO - A EMPATIA DA CLÍNICA PSICOMOTORA RELACIONAL

A Psicomotricidade Relacional é uma prática educativa, de significado preventivo e terapêutico, que permite que crianças, adolescentes e adultos expressem seus conflitos relacionais, superando-os através de brincadeiras e jogos lúdicos. O objetivo da Psicomotricidade Relacional é atuar sobre os fatores psico-afetivos relacionais adquiridos ainda na primeira fase da infância, fatores esses diretamente vinculados às dificuldades de adaptação no cotidiano e convívio social. 
A Clínica Psicomotora Relacional procura auxiliar a criança e o adolescente a expressarem a sua vida pulsional e a elaborarem ressignificação aos seus conflitos. O Psicomotricista Relacional absorve com precisão os sentimentos e os significados pessoais que o cliente (paciente) está vivenciando e verbaliza essa leitura ao mesmo. Se as pessoas são aceitas e consideradas, elas tendem a desenvolver uma atitude de maior significação em relação a si mesma. Quando as pessoas são ouvidas, acolhidas e tratadas de modo empático, isto lhes possibilita compreender mais cuidadosamente o fluxo de suas experiências internas.
 O exercício reflexivo da empatia baseia-se no ouvir a si mesmo enquanto se encontre a ouvir o paciente. Faz-se necessário ouvir e compreender o paciente, em função de sua experiência alcançada com o estudo e a prática, para assegurar decodificações e intervenções e compreender o paciente, objeto de sua atenção, a partir se si mesmo, observação que sofre a abrangência do fenômeno da contratransferência.
A empatia é uma atitude necessária por parte do Psicomotricista Relacional durante o processo para a criação de um ambiente que facilite a compreensão do cliente e, que o mesmo criei autonomia de se autoatualizar. E, acaba se voltando mais para essa capacidade do homem de acreditar em si. O profissional necessita sentir o mundo do cliente como se fosse o seu próprio espaço, mas nesse momento, não pode perder a qualidade de “como se” estivesse no mundo do outro. Deve-se permanecer consciente dos seus próprios sentimentos, como se eles fossem os sentimentos do cliente, talvez, como eles realmente são e não como se fossem. Sentir o que o cliente está sentindo, a raiva, o medo, os sentimentos, como se fossem seu verdadeiramente, sem ao menos sentir ou se envolver com os sentimentos expressos pelo cliente.

Referências
Cavalcante, F. S., Jr. (2008). A empatia formativa é!. Em F. S. Cavalcante Jr. & A. F. Sousa (Orgs.). Humanismo de funcionamento pleno: tendência formativa na abordagem centrada na pessoa (pp. 59-63). Campinas, SP: Alínea.
Guerra, Ana Elizabeth Luz. Psicomotricidade relacional e a psicopedagogia [recurso eletrônico] / Ana Elizabeth Luz Guerra. – Curitiba: Universidade Positivo, 2014. 146 p.


Autor Sidnei de Oliveira 
Acadêmico de Psicologia da Universidade Paranaense - UNIPAR Campus Cascavel/PR
Estagiário da EQUIPE AMPLIAR

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