UM ELO ESSENCIAL - PSICOLOGIA HOSPITALAR
Um
elo essencial, interlocutor do paciente, psicólogo que atua na UTI
também faz a triangulação com a família e a equipe
multidisciplinar
O
presente texto trata-se a respeito da humanização na UTI (Unidade
de Terapia Intensiva), tendo como base a Revista “Diálogos, Saúde
e Psicologia” (publicado em dezembro, 2006). O mesmo tem como
objetivo responder questões que norteiam o entendimento do
papel do psicólogo na UTI, sendo estas referentes a importância do
psicólogo neste trabalho, os desafios enfrentados para o
desenvolvimento do mesmo e, para complementar, expor algumas reflexões apresentados durante o conteúdo.
Primeiramente,
para compreender a complexidade, precisa-se entender o que é uma
UTI. As Unidades de Terapia Intensiva, normalmente, são dotadas de
sistemas de monitorização contínua, atendendo pacientes em estado
potencialmente grave. Sendo este o cenário que o profissional
encontra, discute-se a importância do mesmo neste trabalho,
abordando essa importância cabe aos profissionais da área da
Psicologia, adotar “práticas terapêuticas”, sendo estes
extremamente eficazes no combate à síndrome de UTI (segundo
Bellkiss, “paciente fica desorientado no tempo e no espaço, num
confinamento que pode levar inclusive a alucinações”).
Como também, orientar a equipe a dar sempre Bom-dia, Boa-tarde ou Boa-noite aos pacientes; fazer comentários sobre o dia da semana, levar informações sobre o tempo, sobre o que está acontecendo além das quatro paredes da unidade.
Como também, orientar a equipe a dar sempre Bom-dia, Boa-tarde ou Boa-noite aos pacientes; fazer comentários sobre o dia da semana, levar informações sobre o tempo, sobre o que está acontecendo além das quatro paredes da unidade.
Contudo,
além da importância do psicólogo existem os desafios, os quais são
expostos de forma abrangente, podendo resumir-se a dificuldade que a
própria arquitetura do lugar impõe no sujeito, ou seja, até mesmo
o paciente consciente tende a perder referências fundamentais para
seu equilíbrio, por estar em um lugar fechado, sem luz natural,
entre tantos outros estímulos ambientais necessários para o
bem-estar físico e mental do indivíduo.
Outra
dificuldade encontrada referente a essa atuação é a de lidar com a
perda, mesmo que o termo UTI carrega um estigma muito forte na
sociedade, como se fosse a reta final para quem se encontra em
tratamento intensivo, nem sempre esse é o verdadeiro caminho. Muitas
pessoas saem da unidade e seguem suas vidas normalmente. Todavia, a
perda as vezes é inevitável e trabalhar com a família que perdeu
alguém querido não é fácil. Neste contexto o psicólogo precisa
ajudar a família a superar o problema, assim como ele é fundamental
na intermediação da família com a equipe médica, até mesmo para
esclarecer a situação do paciente, usando uma linguagem menos
técnica no dia-a-dia trabalhando com a ansiedade, a angústia e os
medos do paciente e de sua família. É necessário desmistificar o
ambiente da UTI da ideia de morte”.
A
receptividade é grande por parte dos outros profissionais da saúde,
que valorizam muito a presença do psicólogo na equipe, ou seja, é
um processo que facilita a atividade multidisciplinar perante o
paciente. Porém, o atendimento individual depende do ponto de vista
do psicólogo. Ou seja, é papel do psicólogo é ser o interlocutor
do paciente, pois, ao se colocar no lugar dele, descobre suas
necessidades e, assim, pode atuar.
Com
todo o exposto, finalizo dizendo que, apesar de todos os percalços,
vulnerabilidades e estresse por causa da exposição prolongada ao
sofrimento, fazer parte da equipe de um hospital é muito
gratificante por ver, diariamente muitos pacientes saírem da UTI
recuperados para a vida, com o apoio de uma família que se
reorganizou e ficou emocionalmente mais forte. Logo, assim como em
qualquer área o profissional da Psicologia é bem-vindo, na UTI não
é diferente, é um trabalho de fundamental importância.
Referências:
BARROS,
Monalisa
Nascimento dos Santos
et
al Diálogos,
Saúde e Psicologia, ANO
3 – Nº 4 – DEZEMBRO/2006.
Disponível em:
<http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2007/02/dialogos_4.pdf>.
Acesso em: 23
out. 2018.
Autor Sidnei de Oliveira
Acadêmico de Psicologia da Universidade Paranaense - UNIPAR Campus Cascavel/PR
Estagiário da EQUIPE AMPLIAR
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