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A COMUNICAÇÃO GENUÍNA

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Um dos grandes desafios da contemporaneidade é a comunicação. Caçados diariamente pelos dispositivos eletrônicos, acabamos nos apegando a uma forma de interação superficial. A tecnologia é maravilhosa e certamente uma revolução, mas ela deve ser parte e facilitadora de nossas vidas e não um modo de viver. Em grande parte dos dias, pergunto-me: onde estão as pessoas? Quem elas realmente são?  Percebemos um grande número de adultos, adolescentes e até mesmo crianças desabafando suas angústias nas redes sociais. Onde está a rede de apoio dessas pessoas na vida real? Talvez a tecnologia, tenha nos trago a vaga sensação de não estarmos mais sozinhos, mas basta que acabe a internet para que essa sensação seja acometida pela solidão.  Tendo isto, casais compartilham diariamente o que fazem através de seus celulares, o resultado é que a vida real a dois pode tornar-se chata "eu sei tanto sobe o meu parceiro que perdi o interesse por ele", não há mais sobre o que conversar. Jo...

LIDANDO COM CRÍTICAS

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Todos nós crescemos em ambientes diferentes. Isto quer dizer, que as pessoas lidam com as situações do dia-a-dia de acordo com o que aprenderam e a experiencia que adquiriram durante os anos. No entanto, mesmo com todas as diferenças no estilo de vida de cada um, algo que vem chamando minha atenção, é a dificuldade  comum,  que grande parcela da população sente em lidar com as críticas alheias, mesmo quando estas não são verdadeiras ou realmente significativas. O que fazer então? Primeiramente, é importante lembrar que sempre existirão dois críticos:  o mundo externo , ou seja, todas as pessoas do seu convívio social, do trabalho e da rede familiar, e também, o  crítico interno , ou melhor,  você mesmo . Quando passamos a participar de diferentes círculos e compromissos sociais, e, passamos a ter maiores responsabilidades nesse meio, certamente estaremos mais suscetíveis a críticas. Porém, mesmo nos papéis mais simples que você executa, as críticas parec...

UM ELO ESSENCIAL - PSICOLOGIA HOSPITALAR

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Um elo essencial, interlocutor do paciente, psicólogo que atua na UTI também faz a triangulação com a família e a equipe multidisciplinar O presente texto trata-se a respeito da humanização na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), tendo como base a Revista “Diálogos, Saúde e Psicologia” (publicado em dezembro, 2006). O mesmo tem como objetivo responder questões que norteiam o entendimento do papel do psicólogo na UTI, sendo estas referentes a importância do psicólogo neste trabalho, os desafios enfrentados para o desenvolvimento do mesmo e, para complementar, expor algumas reflexões apresentados durante o conteúdo. Primeiramente, para compreender a complexidade, precisa-se entender o que é uma UTI. As Unidades de Terapia Intensiva, normalmente, são dotadas de sistemas de monitorização contínua, atendendo pacientes em estado potencialmente grave. Sendo este o cenário que o profissional encontra, discute-se a importância do mesmo neste trabalho, abordando essa importância cabe a...

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

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A palavra trabalho possui muitos significados e é compreendida principalmente como exercício da atividade humana, significando a ação do homem para sobreviver e realizar-se no meio social. Segundo Bueno (1988) apud Krawulski, (1998), o trabalho, significa: “exercício, aplicação de energia física em algum serviço, numa profissão, ocupação, mister, ofício, labuta, esforço; esmero, cuidado, dedicação, feitura de uma obra; a própria obra já executada; livro, compêndio; escultura, pintura; aflição, sofrimento; parto”. Indo mais além, os aspectos psicológicos e biológicos do trabalho, em conjunto, conferem ao mesmo uma peculiaridade sociológica, já que indivíduos e grupos se associam em um esforço comum para favorecer, ao mesmo tempo, os vínculos de cooperação e solidariedade assim como o progresso. O trabalho, gera os artefatos necessários para a subsistência do homem, gera a vida social e é por ela determinado (FERRETI, 1988). O trabalho é entendido como meio de propiciar a s...

PSICOPEDAGOGIA EM AÇÃO - A EMPATIA DA CLÍNICA PSICOMOTORA RELACIONAL

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A Psicomotricidade Relacional é uma prática educativa, de significado preventivo e terapêutico, que permite que crianças, adolescentes e adultos expressem seus conflitos relacionais, superando-os através de brincadeiras e jogos lúdicos. O objetivo da Psicomotricidade Relacional é atuar sobre os fatores psico-afetivos relacionais adquiridos ainda na primeira fase da infância, fatores esses diretamente vinculados às dificuldades de adaptação no cotidiano e convívio social.  A Clínica Psicomotora Relacional procura auxiliar a criança e o adolescente a expressarem a sua vida pulsional e a elaborarem ressignificação aos seus conflitos. O Psicomotricista Relacional absorve com precisão os sentimentos e os significados pessoais que o cliente (paciente) está vivenciando e verbaliza essa leitura ao mesmo. Se as pessoas são aceitas e consideradas, elas tendem a desenvolver uma atitude de maior significação em relação a si mesma. Quando as pessoas são ouvidas, acolhidas e tratadas de mo...

TERAPIA FAMILIAR E SUA ATUAÇÃO PSICOLÓGICA

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O presente artigo tem como finalidade abordar a temática da atuação psicológica no âmbito da terapia familiar. Cabe ressaltar que esta modalidade de atendimento corresponde a tratamentos voltados à famílias que apresentam “problemas” ligados a um ou mais pacientes onde a visão é de atuações nos contextos psico ou socioterapêuticos. (MIERMONT, 1994) Segundo Doron e Parot (2001), a família é definida como um grupo de indivíduos que são ligados por laços culturais e biológicos (quanto à necessidade de sobrevivência). Freud e seus discípulos trazem uma perspectiva de membros da família como atores do desenvolvimento psíquico de um sujeito (uma visão ainda individual). Porém, a psicoterapia de família é pensada de maneira a envolver o coletivo, trazendo suas intervenções voltadas para uma família enquanto um sistema que é permeado por relações de trocas e interdependência entre os que o compõe, ou seja, não é uma soma das partes, mas sim um olhar sobre o todo. (MACHADO, 2012) Para M...